Clássico do Mês: FAHRENHEIT 451 de Ray Bradbury

segunda-feira, 30 de abril de 2018



" Deve haver alguma coisa nos livros, coisas que não podemos imaginar, para evar uma mulher a ficar numa casa em chamas; tem de haver alguma coisa. Ninguém se mata assim a troco de nada."


- FAHRENHEIT 451

Fahrenheit 451 foi meu clássico do mês de Abril, ele foi escrito pelo autor Ray Bradbury  e lançado em 1953. O livro pode ser incluído na categoria de Distopias e por isso estava tão ansiosa para ler, porque meu TCC foi baseado no estudo de distopia e analisei Jogos Vorazes, que é tão conhecida e amada por vários leitores.

Para quem não conhece nada do gênero, os livros distópicos geralmente são construídos com muita  tensões sociais e assuntos à serem denunciados: governos opressores, injustiças e um mundo criado cheio por meio de violências e mazelas.

Na obra de Ray, conhecemos um mundo no qual todos os livros foram proibidos e qualquer pessoa que for encontrada na posse de qualquer livro pode ser presa ou até condenada a morte. O nosso protagonista Guy Montag, é um bombeiro que nesse mundo serve para queimar livros, casas e ou até pessoas que tenham relação com livros, e é nesse ponto que vamos acompanhar o protagonista refletir sua própria realidade e questionar suas ações.

As ideias e questões dentro do livro são incríveis, a todo o momento ele nos faz pensar como temos sorte em viver em uma sociedade na qual temos acesso aos livros, mas também nos faz lembrar que ler é ter poder e os grandes reconhecem essa verdade.

É emocionante ver a jornada do Guy e suas transformações ao longo na narrativa, além de que todas essas reflexões alcançam o leitor de maneira efetiva.

No entanto, não achei que o livro foi perfeito, acho que o desenvolvimento foi um pouco falho, e em diversos momentos confuso nas descrições das cenas, o que dificultou visualizar bem os lugares, as situações e as pessoas. Na construção do mundo, embora esse não seja o real objetivo da história, precisava ser mais trabalhado e detalhado porque senti que estava em um mundo muito bem construído e imaginado, mas não fui apresentada à ele de maneira palpável.

Ainda sim valeu a pena a leitura e recomendo, inclusive agora faltam poucas distopias clássicas para serem lidas. E vocês, já leram distopias? Conta aqui nos comentários!

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