Todo mundo deveria ler É ASSIM QUE ACABA da Colleen Hoover

segunda-feira, 5 de março de 2018



" Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos.  É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas."

Página 191

Sobre o livro:

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Minhas Impressões:

Incrível seria pouco para mais uma das minhas experiência com a autora. Atualmente ela é uma das minhas autoras favoritas e é sempre tão emocionante e impactante ler as suas histórias,que fica até difícil encontrar as palavras certas para essa recomendação.

Mais uma vez, a escrita de Colleen está impecável, ela realmente sabe construir uma narrativa envolvente e todos os  seus textos são muito bem escritos, sendo todos fluídos e muito encantadores.

Esse livro se tornou um dos meus favoritos, e acho que é um dos livro mais necessários que a autora já escreveu,  digo isso porque além de toda a construção do romance  e histórias, que sempre são tão inovadoras e viciantes, a autora escolheu um tema que logo nas primeiras cenas, percebemos que ela tem domínio, e para mim a história se tornou uma denúncia, um grito, uma espera de conscientização  e luta para algum tipo de mudança.

O tema principal é sobre violência doméstica, sendo extremamente doloroso ler cada cena, Hoover conseguiu construir de forma que realmente sentimos cada emoção da personagem principal como se fosse com a gente. É tão real chegou a doer, e eu precisei em diversos momentos respirar, largar um pouco o livro e me recuperar emocionalmente, tamanho o impacto que a história trouxe. Assim como Amor Amargo, É assim que acaba foi muito difícil de continuar a ler.




"As pessoas passam tanto tempo se perguntando por que as mulheres não vão embora... Onde estão as pessoas curiosas do porquê os homens serem violentos? Não é ai que deveria estar a culpa?

Página 272


Mais uma vez, teremos um livro com personagens tão reais que chega a doer, costumo pensar que a autora constrói pessoas reais, e não somente personagens, pois cada pensamento e ação, e até a personalidade são tão palpáveis que parece que realmente existem.

Vamos novamente, assim como as outras histórias, sofrer por cada personagem, cada escolha e cada situação difícil que terão que suportar. Outra vez, teremos muitas surpresas ao longo da história e na verdade não sei se consigo realmente colocar em palavras toda essa aventura que é ler uma história da Colleen. Precisei, na verdade, de um fim de semana todo para digerir o livro, e até agora, parece que ele ainda reverbera em mim.

Minha primeira leitura de Março me impactou, e me fez sentir por todas as mulheres que foram silenciadas, que passaram suas vidas suportando e sendo dia após dia, subjugadas por relacionamentos abusivos. Espero de todo o coração que esse livro chegue a todos que precisam, porque ele é necessário. Fica então minha humilde recomendação da obra, e minha eterna gratidão à Colleen pela coragem de escrever esse livro.

À todas as mulheres e pessoas que precisam lutar, como Colleen nos fez sentir a cada página virada: 
" Continue a nadar."

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