Resenha: Mar da Tranquilidade

quinta-feira, 4 de agosto de 2016



Sinopse (Skoob): Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele.



Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje é dia de resenha aqui no blog, e eu gostaria de contar minhas impressões sobre esse livro 5 estrelas e que eu amei!

Como vimos na sinopse, Nastya é uma menina problemática e que esconde segredos, que ao longo do livro são revelados de forma sutil para nós. Deixando espaço para conhecer a personalidade da personagem e deixar a mente vagar pelo que pode ter acontecido com ela. Josh, que também é um dos protagonistas da história, também é um menino problemático, que carrega grandes tragédias e memórias que gostaria de esquecer, e assim como os segredos da Nastya, vamos descobrindo quem ele é e o que guarda para si. A maior diferença entre os dois, é que o Josh é muito mais vulnerável, e conseguimos nos conectar com ele de maneira muito mais fácil do que com a Nastya. Ao longo do livro, não entendemos as ações dela, mas tudo isso é mudado na conclusão da história.

Descobri esse livro através de uma comparação que a Izabela Lopes do Brincando de Escritora fez com o livro Um Caso Perdido, que para quem não sabe é um dos meus livro favoritos da vida, então fiquei muito curiosa para saber o porquê dessa comparação tão " perigosa". No final de tudo, não encontrei nenhuma semelhança. o que para mim não foi ruim, pois o livro me passou outras emoções e se tornou especial de outra maneira e por outros motivos.

Esse é um daqueles livros que durante a leitura não entendemos o seu propósito, não entendemos o porquê de algumas falas dos personagens e atitudes, então confesso que no começo achei que não ia gostar do livro. Mas, a partir do momento que nos envolvemos e nos deixamos levar pela história dos personagens e o que cada um deles carregam, tudo muda. São personagens fortes, todos eles, até os personagens secundários, todos carregam uma história que vale a pena descobrir. Todos tem algo para ensinar e isso nos envolve de maneira fantástica.

" Ás vezes é mais fácil fingir que não há nada de errado do que encarar o fato de que está tudo errado, mas não podemos fazer nada."

Página 136

Esse livro mostra a possibilidade das segundas chances, e o mais incrível é que não é de maneira clichê, porque não é assim que acontece na vida real. Pois, quando algo nos destrói, demoramos muito para nos levantar e nos dar essa segunda chance. Esse livro mostra, que só você é responsável por permitir isso. Só nós podemos decidir seguir em frente.

O livro, embora seja na visão de dois adolescentes de 17 para 18 anos, é bem forte e tem passagens pesadas. Isso deixa o livro bem tenso em vários aspectos. O que eu percebi enquanto lia, era que mesmo quando tinha uma parte engraçada no livro, era um humor sombrio, quase deprimente. Você não se apaixona pelas páginas, você meio que precisa delas, porque quando você se entrega para a história, você passa a ser responsável, o que é incrível, pois é muito difícil você fazer essa ligação tão forte, mas a autora conseguiu de maneira esplendorosa fazer isso comigo.

Eu poderia continuar escrevendo várias coisas sobre esse livro, porque há muitas coisas que eu gostaria de conversar, mas ela ficaria enorme, então para acabar, queria falar que o último diálogo do livro acabou comigo, é maravilhoso o que a autora fez, e me levou a pensar que tudo é possível e que talvez todas as coisas em que acreditamos, mas que ninguém mais acredita, possa finalmente se tornar real.

POR FAVOR, vá ler esse livro! Dá uma pausa nas séries, nas redes sociais e vai conhecer essa história incrível, afinal todos nós precisamos de segundas chances ( talvez, todos os dias.).

" E se o meu Mar da Tranquilidade fosse de verdade, seria este lugar aqui, com ele."

Página 365


Beijos!!!

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